segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Comportam-se como selvagens mas, pelo menos, falam como doutores...

Eles sozinhos no quarto, cheira-me a desentendimento (eles tentam passar de fininho, não gritam nem choram porque sabem que ficam os dois de castigo, sem apelo nem agravo). Abeiro-me da porta, olham-me os dois com cara de caso e...

E então?! O que é que se passa aqui?

Diz o Jr.:

Olha... Em primeira instância, ele bateu-me. E só depois, em segunda instância, é que apanhou.


«Há lá coisa mais bonita do que uma revolução.»

A propósito do meu post: 

Porque há quem perceba do assunto e, não obstante, escreva em blogs.


Uma das histórias desse tempo... 
E tão bem contada.

Ao meu Amor.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

... E ainda não lhes tinha ardido o quintal...

Dia 11 o Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-diversidade, em Braga, inaugurava edifício e oferecia árvores autóctones aos presentes, "pensando em reflorestar Portugal".

Sim, tenho um carvalho cerquinho a ganhar corpo no parapeito da janela da minha sala. Mal cumpra requisitos mínimos vai morar para uma aldeia de Trás os Montes e vai ser um carvalho muito feliz.

Quatro dias depois, Braga estava assim:

O INFERNO EM BRAGA NO PIOR DIA DE FOGOS DO ANO



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

E de repente mudei de opinião. Para a vida. CM TV ÉS MAIOR!!!!!!!!

Eu, que já por diversas vezes vos apelidei de abutres, a vós e a outros como vós, venho por este meio não só pedir desculpa como atestar que sois um modelo a seguir para qualquer meio de comunicação social...

Filmai. Filmai tudo. Filmai as pessoas em desespero, filmai os funerais, filmai os gritos excruciantes de velhinhos desgarrados. E de crianças. E de adultos. Filmai os animais queimados. Filmai os desmaios. Filmai crianças a chorar os pais. Filmai adultos a chorar os filhos. Filmai os gritos. Filmai as casas destruídas. Filmai os tratores carbonizados. Filmai os cadaveres a serem arrancados e despojados da napa derretida dos assentos dos carros ardidos. Filmai os familiares que vão ao INML reconhecer qualquer cordão de pescoço que foi retirado a um cadaver completamente irreconhecivel. Falai com os familiares dos mortos, se possível falai com os próprios futuros mortos, preferencialmente no momento exacto de pré falência onde eles perguntam pelos filhos. Depois ide dar a notícia aos tais filhos e filmai. Filmai os cadáveres. Filmais crianças carbonizadas. Filmai. Filmai os gritos. Filmai. Filmai tudo. Mostrai isso em loop, a toda e qualquer hora. Sem aviso prévio. Filmai e mostrai. Tudo.


Talvez, isso contribua para as pessoas não amaciarem o que aconteceu e se focarem no que realmente tem valor nesta vida –  a própria vida. A de todos e de cada um. Sem excepção. 

É indesmentível que, para cada um nós, a nossa vida vale mais que a dos outros.

Mas é igualmente indesmentível que para os outros... Enfim, para os outros, os outros somos nós.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Tenho amigos em todo Mundo...

Amigos estrangeiros. E todo o Mundo sabe dos acontecimentos de domingo.

O meu telemóvel não pára com as notificações. Já vou no segundo ciclo de bateria.

A primeira pergunta é se estamos bem, se me afectou diretamente a mim ou à minha família de alguma forma.

Não, não afectou.

A segunda pergunta é o que vai acontecer a seguir.

Aqui, conversa a mais conversa a menos, percebo que, curiosamente, algumas pessoas não sabem o que aconteceu em junho...

Aí, conversa a mais conversa a menos, fico com vergonha de dizer que, a menos da ministra que ainda o era desde junho, acho que vai ficar tudo igual.